terça-feira, 16 de abril de 2013

Capitulo 9 - A aposta





POV Draco

Eu estava lá, caminhando até o banheiro quando vi a cena. Krum, com os lábios colados nos dela, empurrando Mione contra a parede. Aquilo não era possível! Claro, eu havia contado a Victor sobre Mione, o que eu fizera com ela por esses três anos, como ela era esperta, doce e que não mereceu tudo o que fiz a ela. Achava que ele era meu amigo, canalha! Fiquei observando a cena de longe, calado, até que ela tentou parar e ele não deixou, quem ele estava pensando que era para chegar na minha escola e no dia seguinte já sair roubando minha namorada? Comecei a andar em direção deles.

Algum deles percebeu minha presença, por que assim que estava a poucos metros deles, eles se afastaram e me olharam.

– O que está acontecendo aqui Mione? – perguntei, olhando bem nos olhos dela.

Quando ela abaixou os olhos, sem saber o que falar, assenti com a cabeça e sai correndo por onde havia vindo. Ouvi-a gritando meu nome, mas não voltei, continuei correndo, subi correndo as escadas até as masmorras até que cheguei na entrada do Salão da Sonserina, sentei-me no chão e coloquei minha cabeça entre as pernas.

Ouvi passos se aproximando de mim, levantei e me deparei com Krum ofegante, me encarando. Fiquei olhando para ele e depois de esperar uns minutos sem ele dizer nada, revirei os olhos e entrei na Sala Comunal. Assim que entrei Krum foi atrás e segurou meu braço.

– Ei Draco – me soltei de seu braço e empurrei-o para longe de mim.

– Não encoste em mim! – gritei para ele.

– Calma cara, porque está tão nervoso assim? Você mesmo disse que a tratou mal por três anos, ta na hora da garota ter um pouco de romantismo em sua vida.

– Ela é minha namorada – disse dando ênfase em ‘minha’.

– Quê? Claro que não... eu estava a beijando!

– Estava forçando o beijo, sinto muito, mas acho que isso não é romantismo Victor.

– Eu a faço mais feliz que você, acredite meu amigo – Krum disse com certa raiva na voz.

– Isso é uma aposta Krum? Porque se for, acredite, você perderá, ela me ama – disse encarando-o.

– Ela me beijou, então ta na cara que não ama – Ele estendeu a mão para mim – Está apostado?

Olhei bem para a mão dele estendida na minha direção, apertei-a.

– Super apostado.

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