Havia chegado na biblioteca meia hora antes do combinado,
estava ansiosa demais para saber o que aconteceria.
Passeei entre as estantes apenas passando o olho em todos
aqueles livros antigos, mas sem realmente prestar atenção, estava mais
preocupada em olhar no meu relógio a cada cinco minutos. Faltando dez paras as
20:00, Cedrico entrou na biblioteca. Olhou pela sala até encontrar meu olhar,
assim que me viu sorriu.
– Boa noite senhorita – Ele disse com um sorriso nos lábios
enquanto se aproximava de mim para me beijar, mas eu virei o rosto.
– Não aqui Ced, as pessoas vão ver.
– Essa é a intenção – Olhei para ele e nós dois rimos – Ok
ok, então me siga, iremos a um lugar mais... Reservado – Ele sorriu com malicia
enquanto oferecia seu braço para mim.
Aceitei seu braço e fomos caminhando para fora da biblioteca.
Comecei a me preocupar quando percebi que estávamos indo para fora do castelo.
– Para onde estamos indo Ced? – Perguntei, parando de repente.
– É surpresa Mione, não precisa se preocupar.
Continuamos andando ate sairmos do castelo, passamos em
frente da cabana do Hagrid, que estava completamente escura e seguimos em
frente. Estávamos entrando na Floresta Proibida.
– Cedrico, onde estamos indo? É proibido entrarmos na
Floresta...
– Ninguém vai nos ver Mione, relaxa – Ele disse enquanto
entrava mais para dento na floresta – Vamos!
Corri atrás dele, trombando nele que parou de repente. Havia
um cavalo, amarrado a uma arvore por uma corda. Cedrico o soltou e montou nele,
depois me olhou sorrindo e estendeu a mão para mim.
– Aceita fazer um passeio a cavalo pela Floresta comigo
Mione?
Sorri e segurei sua mão, ele me puxou para cima e montei
atrás dele no cavalo. Começamos a andar lentamente pela floresta, depois o
cavalo começou a ir mais rápido.
– Não sabia que você sabia cavalgar, Ced – Disse abraçando
ele por trás.
– Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe Mione, mas
você irá descobrindo – Cedrico disse sorrindo, virando a cabeça um pouco para o
lado.
Observei-o por um momento. Merlin, ele estava lindo a luz da
lua, mais que o normal quero dizer. Seus cabelos castanhos escuro brilhavam e
realçava seus traços perfeitos. Ainda estava olhando-o quando o cavalo parou de
andar.
– O que foi Ced...? – Parei no meio da pergunta, pois quando
olhei para frente vi uma mesa para dois.
– Essa é a minha surpresa Mione – Cedrico disse enquanto
descia do cavalo e me ajudava a fazer o mesmo.
Cedrico pegou sua varinha e com um feitiço fez aparecer na
mesa dois pratos de macarrão e dois copos de cerveja amanteigada. Ele se
dirigiu a uma das cadeiras e a puxou. Entendi o gesto e sorri enquanto
caminhava e me sentava na cadeira que ele puxou. Cedrico se sentou a minha
frente.
– Sabe Mione, estou muito feliz por você ter aceitado vir a
esse encontro – Ele disse sorrindo.
– Eu também Ced, vim para ver se descubro quem eu realmente
amo, como eu já havia te falado...
– Eu sei disso... Já descobriu?
Nós dois começamos a rir.
– Bom, acho que estou descobrindo – Sorri encarando-o.
Cedrico sorriu, o que me fez perder o ar. Ele se levantou,
deu uma volta na mesa e parou do meu lado. Virei-me e ele ofereceu sua mão para
mim, a peguei e me levantei. Assim que me levantei ele me segurou pela cintura,
nós dois sorrimos e nos beijamos.
No meio do beijo, Cedrico começou me empurrar para trás, fui
andando também para não cairmos até que nós dois tropeçamos em uma raiz que
estava para fora da terra. Olhamos-nos e começamos a rir. Ainda estávamos
deitados no chão quando Cedrico me beijou novamente. No beijo doce de sempre
apareceu um leve toque de urgência, desejo. Cedrico tirou seu colete preto e
desabotoou dois botões de sua camisa social branca.
Cedrico ia desabotoar mais um botão quando ouvimos passos
vindos do fundo da floresta, vindo em nossa direção. Levantamos corendo,
Cedrico arrumou sua camisa e colocou o colete e se virou para mim.
– Mione, corra nessa direção – Cedrico apontou para o sul –
mas corra rápido, pode ser alguma coisa perigosa ou alguém do castelo, não saia
dessa direção e você sairá bem em frente a cabana de Hagrid.
– Mas e você Ced? – Perguntei enquanto colocava meus sapatos
novamente.
– Eu ficarei bem Mione – Ele me deu um selinho – Agora vá, os
passos estão ficando mais altos.
Soltei de sua mão e corri ao sul, bem onde Cedrico havia
apontado. Não conseguia reconhecer o caminho, pois havia ficado admirando
Cedrico o caminho todo, mas continuei correndo, mesmo quando meus joelhos
começaram a doer, não parei de correr. Quando vi a cabana de Hagrid fiquei mais
tranquila e parei de correr tão rápido.
Já passava do toque de recolher, fui ao meu dormitório
correndo, não encontrei nenhum professor, nem monitor nos corredores. Quando
entrei na Sala Comunal e subi ao meu dormitório, Gina, obviamente, já estava
dormindo, eu estava feliz. Coloquei meu pijama, mas não consegui dormir, estava
preocupada demais com Cedrico.
No dia seguinte, levantei antes de Gina. Tomei um banho e
deixei um bilhete para ela, dizendo que estava esperando-a para o café da manha
na Sala Comunal. Depois de uma hora, Gina desceu.
– Rá, pela primeira vez não estamos atrasadas para o café
Mione – Gina disse, fazendo nós duas rirmos.
– Pois é Gina, então é melhor irmos para lá logo antes que
nos atrasemos novamente.
Quando entramos no Salão Principal fiquei de boca aberta com
a cena que vi. Cedrico estava dentro do circulo etário, colocando um pequeno
papel dentro do Cálice.
– Não! – Sussurrei.
– O que você disse Mione? – Gina perguntou, se virando para
mim.
– Não, não, eu não disse nada – Dei um sorriso forçado á ela.
– Ok né... Olhe, os meninos estão conversando com Cedrico,
vamos lá também!
Caminhamos até lá, todos estavam cumprimentando, batendo no
ombro de Cedrico. Quando chegamos,
Cedrico sorriu ao me ver.
– Olá meninas.
– Oi Ced – Eu disse.
Gina me olhou espantada. Claro, ela nunca me vira conversar
antes com Cedrico.
– Cedrico, posso conversar um pouco com você? Tipo, em
particular? – Todos me olharam, Harry me olhava com um ponto de interrogação no
rosto.
– Claro, vamos.
Cedrico pegou minha mão e caminhamos até o corredor, que
estava praticamente vazio. Soltei-me de sua mão.
– Mas que droga Cedrico, por que você fez aquilo?
– Aquilo o que? Colocar meu nome do Cálice? – Assenti com a
cabeça – Olha, ontem, aquilo que ouvimos se aproximando, não era um animal, era
Karkaroff!
– Karkaroff? O diretor de Durmstrang?
– Esse mesmo, parece que ele ouviu-nos falando do encontro e
nos seguiu, quando ele apareceu disse que era para eu me afastar de você, se
não iria me arrepender. Disse que você ‘pertencia’ a Krum e que você ia
perceber que ele era o melhor depois que ganhasse o Torneio Tribruxo – Cedrico
abaixou os olhos – Disse que eu era apenas uma criança, que nunca ganharia essa
competição, bom, isso é o que vamos ver.
– Você fez isso só para provar a Karkaroff que você é capaz
de vencer? Cedrico isso é uma besteira...
– Eu sei, mas não podia o deixar continuar falando de você
daquele jeito, quando eu vencer, e o idiota do Krum perder, eles vão ver quem é
o melhor aqui.
– Ced, você não precisava fazer isso, não importa quem ganhe
esse Torneio tonto, isso não vai mudar nada na minha decisão. – Segurei sua mão
de volta.
– Sério? Bom, mas agora não há mais volta, eu coloquei meu
nome lá, e se eu for escolhido terei que participar... Parece que apenas Krum,
da Durmstrang, colocou o nome no cálice, para ele ser o escolhido...
– Ei, isso não importa... E se você for o campeão de
Hogwarts, eu te ajudarei a passar por todas as provas, você não vai morrer nem
nada disso não é?
– As pessoas morriam antigamente, mas agora com as novas
regras, é provável que isso não aconteça – Ele percebeu o desespero no meu
olhar – Ei, eu prometo que não morrerei ok?
– Me sinto melhor agora
Ele abriu os braços e me encaixei em seu corpo, ficamos
apenas nos abraçando, sem dizer nada, até que Harry veio nos avisar que o café
estava sendo servido. Quando ele entrou novamente, dei um beijo em Cedrico e o
segui.

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