Acordei em
um lugar que nunca tinha visto na vida. Estava deitada em uma cama macia, vi
Harry deitado em cima de um lençol, no chão, ao meu lado. Nenhum sinal de
Draco.
– Harry,
acorda Harry! – Sussurrei para o moreno, que parecia nem ouvir. – Acorda Harry,
temos que sair rápido daqui...
– Mas por
quê? Vocês acabaram de chegar – Draco entrou no pequeno quarto em que nos
encontrávamos
– Dra...
– Não fale
nada Granger, apenas me siga, vamos conversar em um lugar mais reservado, seu
amigo Potter pode acabar acordando.
Draco saiu
pela mesma porta de onde havia entrado. Engoli em seco, levantei e o segui.
Chegamos em uma sala, na qual havia um grande sofá marrom e uma lareira bem de
frente. Draco se sentou e fez um gesto para mim sentar também.
– Vamos
Hermione, eu não mordo – Draco sorriu maliciosamente.
– Não,
apenas acerta minha cabeça com um pedaço de pau e sequestra a mim e a Harry –
Disse enquanto me sentava.
– Oh, sobre
isso... Não me leve a mal Granger, aquelas pessoas mascaradas eram...
Perigosas, e você é uma Sangue Ruim, eles iriam mata-la assim que a visse –
Draco não me olhava nos olhos, olhava fixamente para a lareira enquanto falava
– Eu simplesmente não podia deixar isso acontecer...
– Por quê?
Por que você se importaria em salvar minha vida? Logo você que me mataria assim
que tivesse uma chance.
– O que? Da
onde você tirou isso? Eu me importo com você Granger – Aquilo era o que? Uma
piada né. – Eu quero que você saiba que me arrependo de tudo o que eu já te fiz
– Parecia que Draco tinha lágrimas nos olhos.
– Depois de
tudo o que você fez...
– Eu sei!
Estou tentando me desculpar aqui.
– Me acertar
com uma pedra não é um bom começo.
– Eu sei,
mas que tal isso – Antes mesmo que eu conseguisse pensar, os lábios de Draco já
estavam colados nos meus.
Fiquei sem
reação e foi nesse momento que Cedrico escolheu para arrombar a porta apontando
sua varinha para Draco que, assustado, parou de me beijar e olhou para Cedrico
com cara de interrogação.
– Que diabos
você...
–
Expelliarmus! – Cedrico gritou mirando no peito de Draco.
Draco voou
longe e parou perto da lareira, desmaiado. Levantei-me e Cedrico correu até mim
e me abraçou.
– Obrigado
Cedrico – disse ainda abraçando-o – Mas como você conseguiu nos achar?
– Estava
fugindo daquele pessoal quando vi Draco arrastando você e Harry, fiquei
preocupado com vocês ai resolvi segui ele. Fiquei esperando lá fora por muito
tempo até que ouvi você e Draco conversando. Confesso que quase entrei na hora
que ele a chamou de “Sangue Ruim”, mas me segurei. Quando percebi que vocês
estavam se beijando não aguentei, tive que entrar e acabar com esse loiro
safado – Cedrico contou me fazendo rir.
– O que ta
acontecendo aqui? – Harry perguntou ao chegar na sala e ver Draco desmaiado e
eu e Cedrico nos abraçando. Separamos-nos. – Interrompi alguma coisa?
Eu e Cedrico
contamos-lhe a história toda e quando acabamos Cedrico disse algo que não havia
me contado ainda.
– Ahn,
pessoal, aconteceu mais uma coisa também... – Cedrico exibia uma expressão
preocupada no rosto.
– O que foi
Ced? – Perguntei, começando a me preocupar.
– É Cedrico,
o que aconteceu? – Harry perguntou, também começando a ficar preocupado.
– É melhor
irmos lá para fora que vocês irão entender. – Cedrico pegou na minha mão e nos
levou para fora da casa.
Não
acreditei quando vi. Estava bem acima do estádio da Copa Mundial de Quadribol.
A Marca Negra brilhava no céu.

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