No caminho para Hogwarts tudo ocorreu bem, ótimo na verdade.
Não havia encontrado Draco e nem Cedrico no trem. Fiquei conversando com Harry
e Ron o caminho todo, Gina sentou-se junto com suas amigas de seu ano.
Já estávamos em Hogwarts, depois da seleção das casas, quando
vi Draco, pela primeira vez hoje. Ele estava sentado na mesa da Sonserina,
rindo com Crabbe e Goyle. Ele encontrou meus olhos, diferente da Copa Mundial de
Quadribol, sustentei o olhar e não desviei. Depois de algum tempo nos olhando,
foi ele quem desviou o olhar de mim. Ron perguntou alguma coisa, mas não
prestei atenção, estava ocupada demais tentando entender o que aquilo
significava.
– Hermione! – Ron gritou me sacudindo.
– O quê Ron? – Gritei também, me virando para olhar ele.
– Eu tava te perguntando o porquê de você estar olhando para
aqueles idiotas sonserinos – Ron disse severamente.
– É... – Comecei a tentar explicar, mas fui interrompido por
Dumbledore.
– Boa noite a todos! – Assim que Dumbledore começou a falar,
todos ficaram em silêncio – Espero que tenham tido uma ótima viajem até aqui...
Esse ano teremos uma grande surpresa para vocês, alunos, mas isso eu comentarei
apenas amanha de manhã, quando nossos amigos chegarem – Dumbledore sorriu –
Como todos sabem, nosso antigo professor de Defesa contra as Artes das Trevas,
Remo Lupin, não pôde estar conosco... Por isso chamei um amigo meu, que
concordou sair da aposentadoria, para ensinar-lhes: Alastor Moody! – Dumbledore
apontou para um homem, que estava sentado a seu lado, cheio de cicatrizes no
rosto, tinha um olho castanho e um olho mágico, azul.
O salão inteiro começou a comentar.
– Alastor Moody? Ele é o Auror mais fomoso de todos os
tempos! – Ron disse com os olhos brilhando.
– E nunca come qualquer alimento que não tenha sido preparado
por ele mesmo – Dino disse.
– Ouvi dizer que com seu olho mágico ele pode ver através de
paredes! – Neville comentou também.
– Tudo bem, tudo bem alunos, chega – Dumbledore voltou a
falar – Amanha começam as aulas e revelarei a surpresa que temos para vocês,
por isso vão para seus dormitórios e descansem!
Todos nós levantamos e começamos a caminhar ao dormitório da
Grifinória. Senti alguém me puxando pelo pulso, me virei e dei de cara com
Draco Malfoy. Ia falar alguma coisa, mas ele foi mais rápido.
– Shiu Granger – Ele me deu um envelope – Por favor, leia.
Depois disso ele me largou e voltou para junto de seus
amigos. Fiquei parada parecendo uma retardada na escada por um instante, encarando
ele.
– Hermione! O que aconteceu? – Ouvi a voz de Gina me
chamando.
– Nada, não aconteceu nada – Guardei o envelope no bolso e
subi correndo ao encontro de meus amigos.
Ao chegar ao Salão Comunal, Harry, Ron, Neville, Dino e
Simas, se despediram e subiram ao seu dormitório. Eu e Gina, subimos ao nosso.
– Mione, vou tomar um banho – Gina avisou.
– Ok – Eu disse.
Assim que ouvi o barulho do chuveiro ligado, tirei do bolso o
envelope que Draco havia me dado. Dentro havia uma carta.
Querida Hermione,
Sei que você me odeia,
por tudo que eu te fiz nesses três anos. Eu te humilhei, te xinguei, mas eu
sempre te amei. É estranho eu sei, afinal, depois de tudo o que eu disse, de
tudo o que eu fiz... Eu tinha vergonha de admitir que eu a amava, você é uma
Sangue Ruim Granger, minha família nunca aceitaria isso. Mas quando eu te vi na
Copa Mundial de Quadribol, percebi que não importa o que eles pensam, pois eu
te amo, e sei que, se estiver disposta a esquecer de tudo, posso te fazer a
mulher mais feliz do mundo. Por favor Mione, me encontre amanha, depois do
toque de recolher, no banheiro feminino, te esperarei até as 1, se você não
aparecer, entenderei, mas peço, por favor, que você me dê uma chance, que nos
dê uma chance.
Com todo amor, Draco
Malfoy.

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